Fragmentos ao vento se misturam com a poeira espalhada pelo chão. Fragmentos de um coração partido. Fragmentos de uma alma dilacerada. Fragmentos de mim.
(A.)
Fragmentos ao vento se misturam com a poeira espalhada pelo chão. Fragmentos de um coração partido. Fragmentos de uma alma dilacerada. Fragmentos de mim.
(A.)
(Fonte: expressandoarte)
Ganho um doce, quando pedi um abraço, e um abraço quando não sou doce. Um sorriso trocado quando o segredo é forçado, um olhar atrevido quando não se há espaço para o atrevimento.
Consigo uma risada deliciosa quando me atrapalho e quando me ajeito consigo um olhar desconfiado. Se sou lixa, presencio reconhecimento, se sou pelúcia, nada é sério.
Dou corda, quer laço, dou um laço, me devolve num presente. Me aninho, se espalha, me espalho e ai me aninha, mas espera, não é melhor dançar só quando acordada? Ah, que nada, dançar é bom até na hora do sono.
Coisas fáceis de entender, manias que um suspiro traduz. Escrevo e dedico, em retorno, ouve e me manda ouvir. Gosto das palavras, e recebo gestos, calma, gestos são palavras na mão dos tímidos, mas onde estão os tímidos?
Feijão com arroz é muito convencional, afinal, não formamos nem um misto quente. Talvez o futebol com bola, o bar com música, o whisky com gelo, o beijo com mordida. Pois o amor é muito formal, ai resolvemos bagunçar com ele, e da maneira mais errada nos tornamos a combinação mais certa.
Porque se eu fosse a metade da tua laranja, já teria virado suco, e se tu fosse minha droga favorita, já teria lhe tabaqueado.
(D. lado que é seu)
A linda complexidade de se ter muito a dizer e não saber como se organizar, pois as palavras se entrelaçam, as ideias se juntam e tudo fica confuso e sem morcegos.
Pois terminar uma frase sem sentido faz todo sentido quando nada o possui.
“Felizmente já consigo olhar para aquelas fotografias largadas no fundo daquele baú empoeirado, sem ficar bêbada com as minhas próprias lágrimas. Talvez eu já tenha tirado você da minha vida. Talvez! Essa incerteza ainda me atormenta, porém bem menos do que a certeza do seu desamor por mim. Quer saber? Você não é mais o motivo da minha insônia e eu já vivo bem sem o seu sorriso que costumava ser o meu raio de sol. Pra ser bem sincera, eu ainda prefiro dias nublados.”
(A.)