Now Playing Tracks

Não há nada o que escrever?” Muito pelo contrário, tem tempos em que o que se tem a colocar no papel é tanta coisa, que a mente não consegue, as palavras não saem, e o ego não nos deixa explicitar a confusão interna, por medo. Mas se existe medo, escreve com medo mesmo, e foda-se.
(D. lado degenerado)
Antes dos olhos fecharem, dos sonhos tomarem conta e do corpo abster, os pensamentos se confundem e trocam tiros. O positivo vira negativo e vice-versa, deixam-na confusa ao ponto de sentir-se perdida e frívola, onde a única coisa que a aquece são as lágrimas que escorrem como água corrente de rio bravo.
Quando pensa que não, o sono chega e fica feliz, solta um riso torto de mal-grado por pensar que assim terá paz, mas logo descobre que aquele sorriso de moleque irá atrapalhar seus sonhos e os olhos de mel irão iludir novamente seu coração quase cicatrizado. A partir de agora não tem mais forças para lutar contra o inevitável.

Minha.

Ganho um doce, quando pedi um abraço, e um abraço quando não sou doce. Um sorriso trocado quando o segredo é forçado, um olhar atrevido quando não se há espaço para o atrevimento.
Consigo uma risada deliciosa quando me atrapalho e quando me ajeito consigo um olhar desconfiado. Se sou lixa, presencio reconhecimento, se sou pelúcia, nada é sério. 
Dou corda, quer laço, dou um laço, me devolve num presente. Me aninho, se espalha, me espalho e ai me aninha, mas espera, não é melhor dançar só quando acordada? Ah, que nada, dançar é bom até na hora do sono.
Coisas fáceis de entender, manias que um suspiro traduz. Escrevo e dedico, em retorno, ouve e me manda ouvir. Gosto das palavras, e recebo gestos, calma, gestos são palavras na mão dos tímidos, mas onde estão os tímidos?
Feijão com arroz é muito convencional, afinal, não formamos nem um misto quente. Talvez o futebol com bola, o bar com música, o whisky com gelo, o beijo com mordida. Pois o amor é muito formal, ai resolvemos bagunçar com ele, e da maneira mais errada nos tornamos a combinação mais  certa.
Porque se eu fosse a metade da tua laranja, já teria virado suco, e se tu fosse minha droga favorita, já teria lhe tabaqueado. 

(D. lado que é seu)

A linda complexidade de se ter muito a dizer e não saber como se organizar, pois as palavras se entrelaçam, as ideias se juntam e tudo fica confuso e sem morcegos.

Pois terminar uma frase sem sentido faz todo sentido quando nada o possui.

(D. lado degenerado)

“Felizmente já consigo olhar para aquelas fotografias largadas no fundo daquele baú empoeirado, sem ficar bêbada com as minhas próprias lágrimas. Talvez eu já tenha tirado você da minha vida. Talvez! Essa incerteza ainda me atormenta, porém bem menos do que a certeza do seu desamor por mim. Quer saber? Você não é mais o motivo da minha insônia e eu já vivo bem sem o seu sorriso que costumava ser o meu raio de sol. Pra ser bem sincera, eu ainda prefiro dias nublados.”

(A.)

Pare de se lamentar. Trago seu amor PRÓPRIO de volta em três dias estapeando sua cara. Pagamento adiantado e serviço garantido. Super promoção: apenas R$ 500,99 o dia. Não incluso a volta da dignidade. APROVEITE!
(D. lado estérico)
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